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Uma alegoria de Valter Hugo Mãe sobre os vícios, as virtudes e as contradições humanas Em O século dos imbecis, o premiado escritor português Valter Hugo Mãe constrói uma fábula tão divertida quanto inquietante sobre o mundo em que vivemos. Entre o riso e a reflexão, o autor investiga as contradições humanas e questiona quais valores ainda podem nos salvar em tempos de excessos, intolerância e desorientação. No alto das montanhas ergue se a Malandrinha, palacete que domina a paisagem de um pequeno vilarejo. Ali vive Agilulfo, o excêntrico Marquês da Malandrinha, conhecido por uma característica tão insólita quanto reveladora quanto mais desce em direção ao nível do mar, mais emburrece, quanto mais sobe a montanha, mais lúcido e brilhante se torna. Figura de fascínio para toda a comunidade, Agilulfo desperta paixões, ambições e ressentimentos, enquanto ao seu redor se desenrola uma trama marcada por luxúria, inveja, vergonha, desejo, ganância, empatia, solidariedade e estupidez. Ao mesmo tempo, as mulheres do vilarejo, com sua força silenciosa e sua capacidade de desafiar convenções, tornam se peças fundamentais na transformação dos destinos individuais e coletivos. Misturando realismo mágico, humor afiado e reflexão filosófica, O século dos imbecis observa com ironia e ternura aquilo que há de mais contraditório na experiência humana. Com a prosa lírica e singular que o tornou um dos escritores mais admirados da atualidade, Valter Hugo Mãe transforma o absurdo em beleza e faz desta história uma reflexão sarcástica, divertida e profundamente humana sobre quem somos.